O Projeto
       
           
 

O projeto SAE Mini Baja foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, sob a direção do Dr. John F. Stevens, sendo que a primeira competição ocorreu em 1976. No Brasil a competição foi realizada pela primeira vez em 1995 e desde então tem crescido gradativamente, tornando-se uma das mais importantes atividades extracurriculares para estudantes de engenharia.

O projeto SAE Mini Baja é uma competição entre Instituições de Ensino Superior que desafia estudantes de engenharia através da simulação de um caso real de desenvolvimento de projeto, com todas as atividades que envolvem o mesmo, visando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

O objetivo de cada equipe é projetar e construir um protótipo recreativo, fora de estrada (offroad), monoposto, robusto, visando sua comercialização ao público entusiasta e não profissional. O veículo deve ser seguro, facilmente transportado, de simples manutenção e operação. Deve ser capaz de vencer terrenos acidentados em qualquer condição climática sem apresentar danos.

Cada equipe compete para ter seu projeto aceito por um fabricante fictício. Para isso, os alunos devem trabalhar em equipe para projetar, construir, testar, promover e competir com um veículo que respeite as regras impostas além de conseguir suporte financeiro para o projeto. Tudo deve ser feito respeitando sempre as prioridades acadêmicas.

Os veículos são projetados e construídos de acordo com as regras definidas pela SAE BRASIL - www.saebrasil.org.br. Com uma estrutura tubular em aço, que deve ter quatro ou mais rodas e ser capaz de transportar pessoas com até 1,90m de altura, pesando até 113,4 kg . Sistemas como suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelos alunos, que utilizam ainda um motor padrão de 10 HP.

 
 

A competição inicia com o envio dos Relatórios de Projeto e Custos em janeiro, período em que muitos veículos ainda estão em construção dentro das faculdades, e encerra com a realização de provas estáticas. São avaliados itens como conforto do operador, produção em massa, facilidade de manutenção, qualidade de montagem, conformidade do projeto e originalidade - e dinâmicas - tração, manobrabilidade, aceleração, velocidade máxima, frenagem subida de rampa e um enduro de quatro horas em uma pista de terra especialmente preparada, com obstáculos que submeterão os carros e seus pilotos a uma prova severa de durabilidade e resistência.

As equipes são formadas por, no máximo, 20 estudantes e um professor orientador. É permitida a participação de até duas equipes por faculdade.

Gábor János Deák, presidente da SAE BRASIL, destaca a Competição SAE BRASIL de Mini Baja como a principal competição nacional de veículos motorizados projetados e construídos por estudantes universitários. Segundo Deák, a competição revela os novos talentos que no futuro serão os engenheiros-chefes e diretores de montadoras e demais empresas do setor da mobilidade. “Os projetos de Mini Baja são completos e com eles os estudantes desenvolvem habilidades técnicas e também humanas, pois o sucesso depende muito do trabalho em equipe”.